Não deixem roubar a sua identidade

Imagine descobrir, de um dia para o outro, que abriram uma conta bancária no seu nome, contrataram um empréstimo ou negativaram o seu CPF.
No Brasil, o roubo de identidade deixou de ser um caso isolado e se tornou um risco real para qualquer pessoa conectada.
O maior prejuízo nem sempre é o financeiro imediato: é a perda da paz de espírito. São semanas gastas ao telefone tentando provar para instituições financeiras e birôs de crédito que você é você mesmo, lidando com o estresse e a burocracia para limpar sua reputação.
Na maioria das vezes, a invasão não acontece por ataques cinematográficos de alta tecnologia, mas sim na pressa da nossa rotina. É aquele clique em um link que parecia urgente, um código repassado por distração no WhatsApp ou uma foto da CNH enviada sem qualquer proteção.
Proteger sua identidade digital exige apenas o cultivo pequenos hábitos de cuidado:
Desacelere diante da urgência: Bancos não pressionam você por mensagens instantâneas exigindo senhas ou códigos para "evitar bloqueio imediato". Na dúvida, desligue e procure o canal oficial.
Ative a verificação em duas etapas: Onde for possível, substitua a validação por SMS por aplicativos autenticadores.
Monitore o seu nome: A ferramenta gratuita Registrato, do Banco Central, permite conferir periodicamente se existem chaves Pix, contas ou empréstimos abertos sem a sua autorização.
Ative o Protege+ do Banco Central. Isso impede que abram contas em seu nome sem autorização.
Cuidado com imagens de documentos: Evite manter fotos de RG, CNH ou comprovantes de residência salvos em conversas ou na nuvem sem proteção.
Utlize antivirus em celulares e em notebooks.
Cibersegurança, no fundo, é sobre proteger o nosso tempo, a nossa privacidade e as pessoas ao nosso redor.

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