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O risco do Wi-Fi público

14 de out.
2 min de leitura

Hoje em dia, o Wi-Fi se tornou parte da nossa rotina, mas ele foi criado na década de 90 para permitir a troca de dados sem fio. O primeiro padrão de Wi-Fi, lançado em 1997, é o IEEE 802.11, conhecido como 802.11 legacy. Curiosamente, o termo "Wi-Fi" foi inventado por uma empresa de marketing e não tem relação direta com a tecnologia.


Independentemente do nome, o Wi-Fi é uma rede sem fio, sem cabos físicos, formada por ondas eletromagnéticas que atravessam paredes (exceto as da minha casa). Como a rede se propaga como uma onda, não é possível limitar até onde ela vai, o que traz riscos.

Se você se sente seguro usando o Wi-Fi da sua casa, é hora de rever seus conceitos. Quem utiliza Wi-Fi público em aeroportos, hotéis e restaurantes precisa estar ciente dos riscos que está assumindo, seja em nome da empresa ou da família, se estiver usando um notebook pessoal.


Alguns anos atrás, ajudei uma ex-colega de trabalho cuja empresa foi invadida pelo Wi-Fi, possivelmente por um estabelecimento comercial próximo. Existem grupos organizados, como o Fancy Bear, que realizam invasões em Wi-Fi públicos e de organizações com o objetivo de espionagem. Esse grupo é classificado como uma ameaça persistente avançada.


Mas você não precisa estar envolvido numa trama de espionagem ou trabalhar em uma empresa de alta tecnologia para ser atacado. Basta se conectar à rede errada na hora certa. Uma estratégia comum dos hackers é criar uma rede gêmea com nome parecido e fazer você se conectar a ela. Ao se conectar, todo o tráfego é monitorado, incluindo suas preciosas senhas.


Se acha isso improvável, veja as reportagens recentes sobre antenas piratas de envio de SMS, algo muito mais sofisticado aqui em São Paulo.

Dispositivos antigos, softwares desatualizados, configurações erradas e senhas fracas compõem a superfície de ataques às redes de Wi-Fi, normalmente configuradas e instaladas por prestadores de serviço mal preparados ou pelo próprio proprietário da casa.


Em outros cenários, redes sem fio de restaurantes ou hotéis são invadidas, e o hacker fica à espreita de algum cliente que pensa estar economizando ao se conectar ao Wi-Fi público.


Para se proteger desse risco, recomendamos fortemente:

  • Utlizar VPN no seu celular ou notebook, caso precise usar o WIFI público.

  • Em viagens internacionais, utilize planos de operadoras como a Vivo.

 
 
 

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