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14 de out.
2 min de leitura

Imagine descobrir, de um dia para o outro, que abriram uma conta bancária no seu nome, contrataram um empréstimo ou negativaram o seu CPF.

No Brasil, o roubo de identidade deixou de ser um caso isolado e se tornou um risco real para qualquer pessoa conectada.

O maior prejuízo nem sempre é o financeiro imediato: é a perda da paz de espírito. São semanas gastas ao telefone tentando provar para instituições financeiras e birôs de crédito que você é você mesmo, lidando com o estresse e a burocracia para limpar sua reputação.

Na maioria das vezes, a invasão não acontece por ataques cinematográficos de alta tecnologia, mas sim na pressa da nossa rotina. É aquele clique em um link que parecia urgente, um código repassado por distração no WhatsApp ou uma foto da CNH enviada sem qualquer proteção.

Proteger sua identidade digital exige apenas o cultivo pequenos hábitos de cuidado:

  • Desacelere diante da urgência: Bancos não pressionam você por mensagens instantâneas exigindo senhas ou códigos para "evitar bloqueio imediato". Na dúvida, desligue e procure o canal oficial.

  • Ative a verificação em duas etapas: Onde for possível, substitua a validação por SMS por aplicativos autenticadores.

  • Monitore o seu nome: A ferramenta gratuita Registrato, do Banco Central, permite conferir periodicamente se existem chaves Pix, contas ou empréstimos abertos sem a sua autorização.

  • Ative o Protege+ do Banco Central. Isso impede que abram contas em seu nome sem autorização.

  • Cuidado com imagens de documentos: Evite manter fotos de RG, CNH ou comprovantes de residência salvos em conversas ou na nuvem sem proteção.

  • Utlize antivirus em celulares e em notebooks.

Cibersegurança, no fundo, é sobre proteger o nosso tempo, a nossa privacidade e as pessoas ao nosso redor.

 
 
 
14 de out.
2 min de leitura

Hoje em dia, o Wi-Fi se tornou parte da nossa rotina, mas ele foi criado na década de 90 para permitir a troca de dados sem fio. O primeiro padrão de Wi-Fi, lançado em 1997, é o IEEE 802.11, conhecido como 802.11 legacy. Curiosamente, o termo "Wi-Fi" foi inventado por uma empresa de marketing e não tem relação direta com a tecnologia.


Independentemente do nome, o Wi-Fi é uma rede sem fio, sem cabos físicos, formada por ondas eletromagnéticas que atravessam paredes (exceto as da minha casa). Como a rede se propaga como uma onda, não é possível limitar até onde ela vai, o que traz riscos.

Se você se sente seguro usando o Wi-Fi da sua casa, é hora de rever seus conceitos. Quem utiliza Wi-Fi público em aeroportos, hotéis e restaurantes precisa estar ciente dos riscos que está assumindo, seja em nome da empresa ou da família, se estiver usando um notebook pessoal.


Alguns anos atrás, ajudei uma ex-colega de trabalho cuja empresa foi invadida pelo Wi-Fi, possivelmente por um estabelecimento comercial próximo. Existem grupos organizados, como o Fancy Bear, que realizam invasões em Wi-Fi públicos e de organizações com o objetivo de espionagem. Esse grupo é classificado como uma ameaça persistente avançada.


Mas você não precisa estar envolvido numa trama de espionagem ou trabalhar em uma empresa de alta tecnologia para ser atacado. Basta se conectar à rede errada na hora certa. Uma estratégia comum dos hackers é criar uma rede gêmea com nome parecido e fazer você se conectar a ela. Ao se conectar, todo o tráfego é monitorado, incluindo suas preciosas senhas.


Se acha isso improvável, veja as reportagens recentes sobre antenas piratas de envio de SMS, algo muito mais sofisticado aqui em São Paulo.

Dispositivos antigos, softwares desatualizados, configurações erradas e senhas fracas compõem a superfície de ataques às redes de Wi-Fi, normalmente configuradas e instaladas por prestadores de serviço mal preparados ou pelo próprio proprietário da casa.


Em outros cenários, redes sem fio de restaurantes ou hotéis são invadidas, e o hacker fica à espreita de algum cliente que pensa estar economizando ao se conectar ao Wi-Fi público.


Para se proteger desse risco, recomendamos fortemente:

  • Utlizar VPN no seu celular ou notebook, caso precise usar o WIFI público.

  • Em viagens internacionais, utilize planos de operadoras como a Vivo.

 
 
 
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